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Depois de um crescimento expressivo no número de casos de pessoas doentes — e mortas — por conta dos casos relacionados aos cigarros eletrônicos, muitas lojas e varejistas vêm reconsiderando a venda desses produtos. Aliás, os vapes com sabores estão proibidos nos Estados Unidos e, agora, de acordo com a CNBC, o Walmart vai parar de vendê-los.

A decisão aparece em um memorando interno emitido pela companhia e vem em um momento de muita pressão dos reguladores federais sobre o caso. O motivo de maior preocupação, além da alta de atendimentos médicos, é a grande popularidade que os e-cigs têm entre os adolescentes. Alguns países até mesmo estão se movimentando para banir esses gadgets, que muitas vezes são usados para fumar maconha e, principalmente, substâncias desconhecidas ou tóxicas.(Imagem: Reprodução)

Para piorar, os médicos não conseguem identificar exatamente quais as principais causas dos problemas pulmonares e por queas doenças progridem rapidamente para um estágio grave. "Dada a crescente complexidade regulatória federal, estadual e local e a incerteza em relação aos cigarros eletrônicos, planejamos interromper a venda de produtos de entrega de nicotina eletrônica em todas as localidades do Walmart e Sam's Club nos Estados Unidos.â€


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Outras entidades querem a redução do uso dos vapes

Muitas autoridades vêm pedindo uma regulamentação mais restritiva por parte do Food and Drug Administration (FDA, equivalente Anvisa dos EUA), e companhias como a CBS, a WarnerMedia e a Viacom já se comprometeram a não veicular anúncios de cigarros eletrônicos. O bilionário Mike Bloomberg adiantou que vai disponibilizar US$ 160 milhões sua entidade filantrópica, para investir em programas para desestimular o uso dos vapes junto aos adolescentes.(Imagem: Reprodução)

Quem não gostou nada é a Juul, que domina 70% do mercado de e-cigs e levantou US$ 12,8 bilhões juntou gigante do tabaco Altria Group, em um investimento feito em dezembro de 2018. "Você sabe que está em pânico moral quando grandes empresas como o Walmart acham mais fácil vender produtos de tabaco combustíveis mortais do que comercializar alternativas de redução de danos", disse Gregory Conley, o presidente do The American Vaping Association.

É, a discussão deve continuar, mas certo é que bastante gente vem deixando de usar o vape, pelo menos por enquanto, pois as misteriosas internações por conta desses produtos só vêm aumentando nos últimos meses.

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