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A União Europeia (UE) vai testar novas diretrizes éticas para inteligência artificial. A organização lançou uma plataforma chamada European AI Alliance, pela qual companhias, instituições e agentes públicos podem ser notificados quando as novas diretrizes estiverem efetivamente valendo.

Como a movimentação seria uma série de obrigações a serem seguidas, não será do dia para a noite que uma instituição será capaz de se adaptar novidade. Por conta disso, a AI Alliance busca já colaborar com esta transição.

Os participantes do programa vão ter acesso a um grupo de especialistas em inteligência artificial (AI HLEG, na sigla em inglês), com os quais poderão interagir em um sistema de fórum. A UE também espera que tais participantes forneçam informações e deem retornos sobre a proposta antes da formulação do texto final. Em suma, este espaço também vai funcionar como uma espécie de consulta pública.


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â€œÉ apenas com confiança que a nossa sociedade pode se beneficiar totalmente da tecnologia. IA ética é uma proposta vitoriosa em todas vias que pode se tornar uma vantagem competitiva para a Europa: tornando-se líder em uma IA voltada para o ser humano na qual as pessoas podem confiarâ€, explica Andrus Ansip, vice-presidente de Digital Single Market, em comunicado no site da UE.

Será por esta plataforma que participantes do continente vão poder ter acesso aos primeiros textos da nova diretriz e já se adiantar sobre possíveis movimentações em seus projetos. A UE também planeja, já para este ano, a primeira Conferência Anual da AI Alliance.

O órgão também apresentou na última sexta-feira (4) sete novos pontos-chave para suas diretrizes de IA ética.

O primeiro ponto é o desenvolvimento de uma tecnologia que mantenha a autonomia e fiscalização humana. Em suma, a IA não pode ser totalmente independente e autônoma. O segundo ponto é segurança, com algoritmos com ferramentas contra erros e inconsistências. Privacidade de uso de dados também é um requisito importante para a IA ética, além de transparência não só de processo, mas de investimentos (termo chamado de accountability em inglês).

Por fim, o órgão também exige que a IA não seja discriminatória, abrangendo todo leque de habilidades, necessidades e garante acessibilidade. Além disso, toda tecnologia tem que ser voltada para o bem-estar social e ambiental de acordo com as diretrizes da UE.

Tais propostas ainda serão discutidas até o ano que vem, quando a organização deve revisar todo o texto com base em discussões com a comunidade e entregar o documento final para ser aprovado pela UE.

Leia a matéria no Canaltech.

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