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O Brasil é líder em inovação tecnológica para pagamentos via aplicativos na América Latina e Caribe. É isso o que apontam os dados do relatório do Centro de Inovação da Visa (CI). A expectativa é de que o país registre um aumento de 7,2% nas transações por celular até o fim de 2020.

A alta será influenciada pela expansão do número de brasileiros com smartphone, que de acordo com o estudo subirá 30%. A previsão positiva para as transações via aplicativo pode ser explicada pela praticidade da tecnologia, aponta Otávio Tranchesi, diretor do aplicativo de entrega Chama. A empresa passou a oferecer aos clientes a possibilidade do pagamento online no início de abril.

"Dessa forma, você evita problemas como não ter o dinheiro na hora, não ter troco ou a maquininha do cartão não funcionar. E, claro, [o cliente também tem] a segurança de o cartão estar em uma interface de sua confiança, evitando problemas como a clonagem", comentou Tranchesi.


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Plataformas de delivery permitem aos usuários o pagamento via aplicativo

O brasileiro é o quarto maior consumidor de aplicativos do mundo. Cada pessoa utiliza por dia cerca de 10 deles. E as plataformas de compras não ficam de lado. Uma pesquisa do Instituto Qualibest realizada no ano passado indica que os serviços mais utilizados pelos consumidores via aplicativo são delivery de refeições, de mobilidade e entrega de gás, como o Chama.

Tranchesi explica que o brasileiro confia no pagamento online. Um exemplo é o fotógrafo Douglas Shineidr, 35, usuário frequente de aplicativos. Ele diz que o pagamento via aplicativo serve para agilizar seu dia, mas também é uma forma de organizar as finanças.

"Isso evita que eu perda tempo esperando para ser atendido pelo telefone e me permite ter maior controle nos gastos do cartão de crédito, já que as transações ficam registradas no aplicativo".

Como o brasileiro consome

Cerca de 3% dos consumidores online de todo o mundo são brasileiros. Segundo dados da Visa, os latino-americanos que recorrem aos aplicativos gastam 48 vezes mais do que a média internacional. Além disso, metade das transações de comércio eletrônico dos países da América Latina vêm do Brasil.

Por aqui, o valor médio gasto pelo brasileiro na compra de uma refeição pelo iFood, por exemplo, é de R$ 38. O aplicativo é o mais popular e tem o maior número de usuários ativos no setor de delivery. As compras acontecem principalmente aos fins de semana e feriados, conforme análise do Qualibest.

O mercado global de pagamentos pelo celular deve registrar US$ 4,5 trilhões até 2023. Somente neste ano, a expectativa é de que o setor movimente US$ 1,08 trilhão. Os dados são da consultoria Allied Market Research.

Ainda não há estimativas para o mercado brasileiro nem sobre o faturamento no setor, mas de acordo com o relatório Webshoppers, da Ebit, empresa que divulga pesquisas e insights sobre o consumo na internet, o e-commerce deve registrar R$ 53,5 bilhões até o fim do ano.

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