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Colonizar Marte parece um sonho cada vez mais próximo da realidade – pelo menos no avanço das tecnologias que podem garantir a sobrevivência do Homem no Planeta Vermelho. Há poucos dias, soubemos que cientistas começaram a estudar o uso do aerogel para criar estruturas que nos permitiriam habitar por lá, inclusive com testes de plantações em um ambiente que imita a atmosfera do nosso planeta. Acontece que esses estudos não são feitos só lá fora: uma equipe de brasileiros também está cultivando em uma simulação de solo marciano.

Esse estudo faz parte do Habitat Marte, uma estação de pesquisa com cientistas de várias áreas e diversas universidades, que simula como seriam a estadia de seres humanos caso conseguíssemos enviar astronautas para nosso planeta vizinho. O solo análogo ao marciano é mais um teste que nos ajudará a saber o que esperar da plantação de alimentos em Marte. Afinal, se algo der errado, temos que saber antes de enviar pessoas para as missões reais, certo?

De acordo com Julio Rezende, pesquisador da UFRN e coordenador do trabalho, uma das grandes vantagens dessa pesquisa é a localização do Habitat Marte – a base fica no Rio Grande do Norte, onde “área com grande variedade mineralógica”, disse ele. "Para as pesquisas de simulação do solo de Marte, um dos componentes é o solo vulcânico", continuou. "Temos esse ingrediente em grande disponibilidade nas proximidades da estação, por sua proximidade (40 km) do vulcão extinto Pico do Cabugi".


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Estufa do Habitat Marte, onde plantios são testados em simulação do terreno marciano para futura colonização do planeta. Foto: Julio Rezende

Um dos grandes adversários para o plantio no solo marciano é a quantidade de nitrogênio, ingrediente indispensável para a sobrevivência. Enquanto o nosso solo é rico nesse componente, que é fixado pelas formas de vida que existem por aqui, em Marte os níveis são comparáveis a lugares secos da Terra, como o Deserto de Atacama, no Chile. No experimento do Habitat Marte, os pesquisadores vão usar fertilizantes para simular a plantação nesse ambiente hostil.

Tudo isso será feito em uma estufa, a BioHabitat. Os alimentos que forem cultivados e colhidos com sucesso serão usados nas próprias refeições do Habitat Marte. Se tudo der certo, será uma grande vitória da ciência brasileira, que tem sido cada vez mais reconhecida internacionalmente.

Leia a matéria no Canaltech.

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