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Que o aparecimento de uma forte concorrência já acendeu o alerta vermelho na Netflix, isso não é novidade. É fato que a plataforma, líder do mercado de streaming de vídeo, já deu mostras de que se prepara para encarar gigantes como Prime Video (Amazon), Disney+ e Apple TV+, entre outros, principalmente baseando-se na produção de conteúdo próprio em massa. O problema é que isso não parece ser o bastante para o mercado de ações. Com isso, a Netflix pode enfrentar seu pior trimestre na Bolsa desde 2012.

Depois que analistas do mercado financeiro demonstraram suas preocupações com a forte onda de competição que a Netflix enfrentará, seus papeis na Bolsa caíram 4% na última terça-feira (25). Além disso, desde o fim de junho deste ano, seus papeis caíram 30% e, caso esse declínio continue, seu desempenho trimestral na Bolsa será o pior desde 2012.

Além da concorrência, o lento crescimento do número de assinantes e os custos cada vez maiores para manter suas principais produções, como The Crown e Stranger Things preocupam os analistas. Sem contar que a Netflix também vem gastando quantias exorbitantes para ter atrações populares de outros estúdios em seu acervo – cogita-se que ela gastará cerca de US$ 500 milhões para ter a série Seinfield em seu catálogo a partir de 2021. Além disso, ela também não está economizando para ter contratos de exclusividade com grandes nomes da cultura pop. A empresa pagará US$ 200 milhões para ter David Benioff e D.B. Weiss, showrunners e roteiristas de Game of Thrones, desenvolvendo séries e filmes para a plataforma. Já Ryan Murphy – o homem por trás de Glee e American Horror Story – receberá US$ 300 milhões em um contrato de cinco anos. E Shonda Rhimes, criadora de Grey's Anatomy e How To Get Away With Murder, recebeu US$ 100 milhões para as mesmas tarefas que seus colegas.


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Stranger Things: Netflix gasta cada vez mais para manter suas séries de sucesso

Logo, com o combo "concorrência e gastos maiores", as consultorias de mercado vêm jogando para baixo os valores dos papeis da Netflix na Bolsa. Nesta terça-feira (25), a Pivotal Researh, por exemplo, reduziu sua meta de preço para as ações da Netflix de US$ 515 para US$ 350. Já outros 45 analistas que cobrem as ações da empresa estimam a meta de preço de suas ações em US$ 410, abaixo dos US$ 420 alcançado no final de junho. Ainda assim, sua meta de preço atual é 60%, acima do preço atual de umaação da Netflix, avaliada em US$ 255 dólares.

Enquanto isso, a Disney segue o caminho inverso. Com a iminente chegada do Disney+ – prevista para o dia 12 de novembro – o valor das ações da criadora do Mickey subiu 14% desde 11 de abril, quando ela anunciou o lançamento da plataforma. Segundo a Reuters, em agosto, as ações da Disney foram negociadas a 23x o lucro esperado, a maior avaliaçãode lucros futuros desde 2004, de acordo com a consultoria Refinitiv.

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