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A NASA está se preparando para lançar, em meados da próxima década, um telescópio infravermelho capaz de detectar asteroides em rota de colisão com a Terra. O projeto custará algo entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões, e tem como base um plano proposto pela primeira vez pelo Jet Propulsion Lab há quase 15 anos. A iniciativa também vai atender a um requisito do Congresso dos EUA de que a NASA detecte 90% dos asteroides e cometas potencialmente perigosos até 2020.

Embora o projeto, que recebe o nome de “Near-Earth Object Surveillance Missionâ€, não seja capaz de cumprir o prazo do Congresso, a National Academies of Sciences, Engineering and Medicine de Washington, D.C, afirmou que se tornará realidade. Ele será uma combinação entre o Large Synoptic Survey Telescope (uma instalação terrestre que está sendo construída no Chile), e o telescópio infravermelho, apelidado de NEOCam. Ele será essencial para encontrar os corpos celestes ameaçadores que são escuros, indetectáveis na luz visível.

Para Jay Melosh, cientista planetário da Purdue University e autor do relatório, é de vital importância a capacidade de detectar esses asteroides discretos. "Existem muitos asteroides realmente escuros por aí", disse. "Isso nos leva necessidade do sistema de infravermelho". A construção desse telescópio, no entanto, pode exigir um aumento no orçamento anual de US$ 150 milhões da NASA para defesa planetária. A maior parte desse dinheiro é destinada atualmente missão DART (Double Asteroid Redirection Test), que será lançada dentro de alguns anos para testar se é possível desviar a rota de um asteroide por meio de um grande impacto.


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Imagem: NASA/JPL-CALTECH

Ainda não está claro se o Congresso vai aprovar um novo orçamento para o NEOCam. Além disso, nem todo mundo apoia esse plano. Nathan Myhrvold, um tecnólogo bilionário e ex-diretor de tecnologia da Microsoft, criticou as estatísticas usadas pela equipe do projeto para estimar os diâmetros dos asteroides a partir de observações do telescópio anterior, o WISE. A determinação do Congresso para a qual o NEOCam foi projetado para resolver também parece cada vez mais irrelevante. É que os pesquisadores agora julgam que asteroides com menos de 140 metros de diâmetro também representam ameaças Terra por poderem gerar tsunamis, por exemplo.

Entretanto, apesar dos contratempos, a NASA decidiu se dedicar ao NEOCam, principalmente após um episódio embaraçoso no início deste mês: a agência espacial e os telescópios terrestres não conseguiram identificar, até o último minuto, um asteroide do tamanho de um campo de futebol em movimento lento, chamado 2019 OK, passando a apenas 65.000 quilômetros da Terra. Se o NEOCam seria capaz de detectá-lo, e se a NASA deveria ou não colocar o telescópio no seu portfólio de financiamento científico, é algo que ainda está em debate.

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