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Como parte da cobertura da MWC de 2019, que ocorreu em fevereiro, o Canaltech foi convidado para algumas coletivas de imprensa e sessões de mesa redonda com algumas empresas e seus representantes, sendo uma dessas oportunidades com a Google no dia 26 de fevereiro. A empresa selecionou alguns representantes da imprensa brasileira para dar mais detalhes e discutir sobre seus programas de Android One e "Wellbeing", o recurso de "bem estar" para uso controlado e racional dos aparelhos movidos pelo sistema operacional móvel em suas versões mais recentes.

Os representantes presentes da Google que responderam s perguntas da sessão foram Maggie Stanphill e Jonathan Gold.

Parte da implementação do recurso já foi discutida e coberta no Canaltech anteriormente, tanto por Joyce Macedo quanto por Wellington Arruda, tanto em nosso canal do YouTube quanto em nosso site.

Seguindo para nossa "mesa redonda", temos que (segundo os executivos da empresa) o Android One ganhou mais tração recentemente, especialmente se comparado aos "dois inícios" do programa (2014, quando iniciou-se o Android One e 2017, onde houve o "relançamento" do projeto sob nova visão de segurança e fornecimento do Android "padrão" para aparelhos diversos). Foi pontuado também o grande recebimento e crescimento do Android One desde sua reformulação, especialmente na América Latina e países emergentes.Jonathan Gold e Maggie Stanphill responderam s perguntas do Canaltech e do restante da imprensa no MWC 2019 (Foto: Canaltech)

Imediatamente após, ao introduzir na mesa o assunto "Google Wellbeing", temos uma afirmação da Google: utilizar o "bem estar digital" do Android no sistema é uma "escolha"', uma "possibilidade" para as fabricantes. O recurso fornece ferramentas para que as marcas parceiras implementem de sua maneira customizada operações que ajudem o usuário a manter hábitos saudáveis ou mesmo o conscientizem de como utiliza seu aparelho.

Seguindo a ronda de perguntas, foi levantado "como" o Google Wellbeing poderia determinar o uso ideal de um aparelho móvel, visto que existem diferentes pessoas que trabalham com um smartphone ao longo do dia em diversas áreas de atuação, ao passo que outras não tem qualquer dependência profissional da ferramenta, tornando qualquer métrica baseada numa "média" simples algo não funcional; a resposta do Google é que parte da intenção do Wellbeing é justamente (de certa forma) personalizar sua experência de bem estar, levando alguns critérios de aprendizado para determinar métricas mais precisas e individuais.

É notável a preocupação da Google neste momento em integrar amplamente o "bem estar" ao longo de seus produtos, mesmo que isso signifique pequenos passos em nosso tempo (e haja muito por vir, em formas e métodos que ainda estão surgindo e sendo desenvolvidos com base nos dados que hoje começam a existir com as versões atuais de "Wellbeing", gradativamente chegando para mais usuários de formas diferentes ou de forma parcial).

Claramente o recuso não limita-se a silenciar seu telefone quando colocado de cabeça para baixo. Isso pode até ser parte, mas sem dúvida não é o todo (e tenha certeza que mesmo neste exemplo de uso simples e direto já há análise estatística por parte do Google sobre como e quando você o faz).

Android One: Atualizações de quem?

Realizamos uma única pergunta para complementar as discussões: QUEM é o responsável por entregar as atualizações aos aparelhos que participam do Android One, as fabricantes ou o Google?

A resposta foi certeira: as fabricantes. Vindo como afirmação direta da empresa em seu ambiente, cremos que não haja dúvida sobre sua veracidade, encerrando em definitivo a discussão sobre esse assunto. Porém não paramos por aí e provocamos mais, tendo o que segue como respostas dos executivos presentes.

Apesar da responsabilidade, a Google tem influência direta dentro dessas atualizações e faz parte do processo, mas age como coadjuvante nesse ponto.

Como parte do programa Android One é apoiada sobre o pilar de "atualizações" e a própria Google não é a responsável final por isso, há um processo reverso. A empresa busca parceiros minuciosamente avaliados e com histórico positivo de parcerias com projetos Android passados para que finalmente aceite inclusões "Android One" em linhas selecionadas e aparelhos selecionados pelas duas partes envolvidas.

Finalmente, regras e requisitos do programa são necessários nesses aparelhos que sejam "fruto" de todo o processo para participação do "One".

Android One ser atualizado é uma responsabilidade das fabricantes, e a Google tem sua parcela de mérito ou culpa. Essa é a resposta final de uma das questões mais re-respondidas desde o ressurgimento da linha em 2017.

(Ler na fonte)


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