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Caso você já esteja se preparando para ir aos EUA adquirir os novos iPhones e Apple Watches, é melhor pensar um pouquinho mais. Repetindo um enredo já ocorrido na geração do ano passado, os novos smartphones da Maçã, em todos os seus modelos, assim como os de seus relógios inteligentes, não funcionarão com a frequência de 700 MHz do 4G brasileiro, o que acabará dificultando um bocado a utilização da rede de dados por aqui.

O impedimento está, especificamente, na chamada banda 28, que é usada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo. A Oi é a única empresa a não operar o 4G nessa frequência, o que significa também que é ela a operadora cujos clientes não terão problemas ao utilizar o iPhone americano por aqui. A mesma coisa, inclusive, também vale para os dispositivos oriundos da China e de Hong Kong.

No Brasil, os modelos funcionarão apenas nas seguintes bandas e frequências:


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  • Banda 1, 2.100 MHz;
  • Banda 3, 1.800 MHz;
  • Banda 5, 850 MHz;
  • Banda 7, 2.600 MHz.

Mas o que isso significa?

Série 5 do Apple Watch foi anunciada nesta terça-feira (10), mas nenhum dos modelos tem suporte banda 28 do 4G brasileiro (Imagem: Reprodução/Beatriz Vaccari)

Antes de mais nada, é importante deixar claro que o iPhone 11, bem como as edições Pro e Pro Max funcionarão, sim, com o 4G brasileiro, mas de maneira limitada. Em lugares com cobertura menor ou maior nível de interferência, por exemplo, o sinal pode não ter uma qualidade das melhores ou pode, simplesmente, deixar de funcionar completamente, deixando o usuário apenas com a rede 3G, por exemplo.

Isso também pode levar ao incômodo de ver amigos e familiares surfando na rede 4G, enquanto o próprio iPhone novinho amarga nas conexões mais lentas. Com exceção da Oi, como já dito, clientes de todas as outras operadoras devem passar por esse problema, a não ser que adquiram um modelo europeu, que é compatível com a banda 28 também usada na infra nacional. Isso, porém, não vale para o Apple Watch Series 5, que só vai funcionar nas bandas de 850 MHz e 2.100 MHz do 3G no Brasil, sem nenhum acesso ao 4G por aqui.

A rede com frequência de 700 MHz permite que o sinal viaje mais longe a partir de uma mesma antena, sendo hoje a maior estrutura de 4G disponível no Brasil. As operadoras também trabalham com o que chamam de agregação, juntando diferentes espectros para entregar uma conexão mais robusta e de maior qualidade. É por isso que, sem a banda 28, a conexão nos novos iPhones comprados nos EUA deve ser mais instável, ou simplesmente inexistente nos lugares em que apenas ela estiver disponível.

Quem mora ou transita por cidades menores, parques ou locais mais isolados deve sentir o problema de forma maior do que os residentes das grandes cidades, que estão sob a cobertura de diferentes antenas e espectros de frequência. Como dito, a ausência da banda 28 nos iPhones já havia sido sentida na geração anterior, com os modelos XR, XS e XS Max também não trazendo suporte.

Quais modelos comprar?

Dica é adquirir modelos europeus do iPhone 11 ou aguardar o lançamento das edições brasileiras, homologadas pela Anatel (Imagem: Reprodução/Beatriz Vaccari)

Como dito, a falta de compatibilidade com a banda 28 do 4G brasileiro está presente em todas as versões globais do Apple Watch, mas não está presente nos novos iPhones comercializados na Europa, nos seguintes modelos:

Quem não quiser esperar, pode procurar os aparelhos no Velho Continente a partir do lançamento global, em setembro. Entretanto, uma alternativa segura e que não gera dor de cabeça com modelos e frequências é aguardar a chegada dos dispositivos no Brasil, que não deve acontecer junto com o mercado mundial, mas não demorará demais também. O problema, como sempre, serão os preços, maiores do que o resto do mundo.

Aparelhos vendidos oficialmente no Brasil são homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para que funcionem de acordo com os padrões e normas de segurança nacional. Ou seja, para o órgão, um iPhone que não funciona em uma das principais bandas do 4G brasileiro não é aprovado, algo que, no passado, já fez com que a Maçã liberasse por aqui edições internacionais do aparelho. Aguardar, nesse caso, acaba sendo a opção mais tranquila (e mais cara).

Leia a matéria no Canaltech.

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