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A Microsoft vem enfrentando protestos de funcionários desde a última quinta-feira, 5 de abril. As reclamações dizem respeito suposta indiferença da área de Recursos Humanos da multinacional, sobretudo em relação ao tratamento sexista dispensado a algumas colaboradoras. Segundo os casos informados, funcionárias mulheres têm sido ignoradas em oportunidades de avanço de carreira e promoções. O CEO Satya Nadella ouviu as reclamações do grupo em reunião no mesmo dia.

Na reunião, conduzida por live streaming, foi informado o catalisador dos protestos: uma thread de e-mails em que mulheres dentro da empresa compartilham e desabafam entre si experiências sofridas de discriminação e avanços sexuais inapropriados. Um caso específico mostra que uma funcionária, mesmo tendo todo o apoio de seus colegas e gestores imediatos, não conseguiu uma promoção sequer nos últimos seis anos. A acusação feita é de que a Microsoft é um “Clube do Bolinhaâ€.

Nadella, acompanhado da chefe global de Recursos Humanos da Microsoft, Kathleen Hoogan, prometeu investigar as situações narradas, além de trazer “mais transparência†no avanço profissional das mulheres que trabalham na empresa.


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O CEO da Microsoft, Satya Nadella, reuniu-se com grupo que protesta contra práticas de discriminaçã de gênero e cultura sexista dentro da empresa

Não é a primeira vez que a Microsoft se vê acusada de sexismo corporativo: no último dia 2 de abril, Christilda Dawson, uma ex-funcionária que atuou como gerente em diversas divisões, do Marketin Programação, moveu ação contra a companhia alegando que ela foi demitida sem justa causa como retaliação por ter reportado casos de discriminação profissional.

Segundo a ação, Dawson testemunhou diversos casos de preconceito, destacando um onde, ela conta, um membro do time de gestores sênior da Microsoft orientou um gerente de RH a não contratar uma certa candidata porque, dizem os autos, “ela é uma latina que não fala inglês direito, não podemos colocá-la frente de nossos parceiros. Invente uma outra razão para dizer ‘não’ elaâ€.

A Microsoft se defende da ação, dizendo que diversas posições de trabalho na área gerenciada por Dawson foram desligadas. Entretanto, a reclamante refuta as afirmações dizendo que ela foi demitida e substituída por outra pessoa em sua função. Ainda não há jurisprudência definida sobre o caso.

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