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O 5G, acredite ou não, é uma realidade mais próxima do que muitos imaginam: a Ford tornou-se o exemplo mais recente disse ao realizar, ao vivo, o seu primeiro teste de direção automotiva remota, dependente da quinta geração de conexão móvel internet, durante a Smart China Expo (SCE), um evento voltado ao setor de inteligência de cidades realizado no país asiático.

Por meio de uma parceria com Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China (CAERI), Datang e China Telecom, a montadora americana foi capaz de realizar o teste e analisar o desempenho da tecnologia que, espera-se, terá um papel central para o futuro avanço da conectividade e da automatização, segurança e mobilidade no trânsito. Veja abaixo o vídeo da ocasião:

O modelo escolhido pela Ford foi um Lincoln MKZ Hybrid, com plataforma de direção autônoma adaptada para recepção de sinais 5G. O veículo, localizado em Xiantao Big Data Village, foi controlado por meio dos sinais transmitidos da sala de operações da Smart Expo, a 3 km de distância, via comunicação 5G. O motorista usou os sinais de vídeo e áudio enviados pelo veículo para tomar decisões e comandar remotamente as suas funções de direção, aceleração e frenagem. Por segurança, um motorista viajou na cabine para assumir a direção em caso de necessidade.


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Conectividade além do seu smartphone

Quando se fala em “5Gâ€, o usuário final, irremediavelmente, vai pensar em “conexão internet pelo celularâ€. Embora esse seja um dos atrativos mais evidentes da nova geração de conexão de dados, ele não é o único.

Durante a GameXP, em julho de 2019, o Canaltech teve a oportunidade de conversar com a operadora brasileira Oi sobre a implementação da tecnologia no Brasil: segundo o diretor da empresa, Mauro Fukuda, nos contou na ocasião, “o que falta é o ecossistemaâ€, ele conta. “Para termos o 5G da mesma forma que tínhamos o 3G e temos hoje o 4G, não é só a disponibilidade da conexão que é necessária: terminais e pontos de acesso, smartphones que tenham suporte tecnologia, tudo isso conta na hora de ativar uma conexão. Mas tudo começa com o leilão de uso da frequência intermediária de 3,5 GHz, programado pela Anatel para março de 2020†— vale ressaltar, essa data do leilão já não é mais real e a oferta pela Agência Nacional de Telecomunicações ainda segue sem novo agendamento.Mauro Fukuda, um dos diretores da operadora Oi (Foto: Rafael Arbulu)

Mais tarde, em setembro, o Canaltech foi até Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais (MG) para conhecer as aplicações da conexão 5G desenvolvida pela operadora TIM no conceito de inteligência de cidades: “Embora essas discussões venham desde lá de trás, nós não estávamos preparados para aplicar isso de uma forma massivaâ€, contou Leonardo Capdeville. “Se a gente fala do uso de telemedicina, por exemplo, a largura de banda necessária para isso é muito alta, então dificilmente você poderia fazer isso com outra tecnologiaâ€.Leonardo Capdeville, CTIO da TIM (Foto: Rafael Arbulu)

“Por outro ladoâ€, comentou o executivo, “a questão da latência é a parte mais crítica: se você tem que esperar vários milissegundos para que um comando ou tarefa seja executada na outra ponta da conexão, você sai perdendo. Com o 5G e sua latência consistentemente menor, isso é quase instantâneo. Então o que vemos de diferente aqui em relação s tecnologias anteriores, é que com o 5G, algumas barreiras técnicas estão sendo quebradas, permitindo uma banda maior para transmissão de dados em vídeo, imagem e mídia, além de reduzir muito a latência. Podemos ter a rede, mas sem um ecossistema de aplicação e uso para ela, novamente teremos uma oportunidade desperdiçadaâ€.

Leia a matéria no Canaltech.

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