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Poucas horas após ser preso em Londres, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, foi acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por invadir computadores do Pentágono.

Segundo levantamento do The Guardian, o Departamento alega que Assange colaborou com Chelsea Manning, que expôs 750 mil documentos secretos do governo. A ativista está presa desde março exatamente por se recusar a prestar depoimentos contra Assange. Ela já ficou presa também entre 2010 e 2017 por conta do roubo de informações em violação ao chamado Espionage Act dos Estados Unidos.Chelsea Manning, ativista que vazou informações confidenciais do Pentágono (Foto: Reprodução/Twitter)

A movimentação do governo americano já era esperada tendo em vista que Manning divulgou as informaçõe usando a plataforma do WikiLeaks. Se Assange for considerado culpado, pode pegar até cinco anos de prisão, pena máxima para este tipo de crime.


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A acusação é baseada em conversas entre Assange e Manning, nas quais, segundo o departamento, ele encoraja ativamente a ativista a pegar as informações. “Durante um troca de mensagens, Manning disse a Assange que ‘depois deste upload, é tudo e eu realmente terei de sair’. Foi quando Assange respondeu: ‘olhos curiosos nunca se fecham, pela experiência que tenho’”.

Assange foi preso na manhã desta quinta-feira (11) em Londres após o governo do Equador retirar o asilo diplomático que concedia ao ativista. Ele, contudo, não foi preso por conta de problemas com os Estados Unidos, mas por mandado expedido em 2012, quando se negou a render-se ao Tribunal de Magistrados de Westminster. Assange deve ser levado no mesmo dia para o tribunal para ser julgado pelos seus crimes.

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