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Cidadãos cubanos, que há muito são apontados como a população menos conectada do Ocidente, poderão acessar a Internet por meio de seus celulares a partir desta quinta-feira (6), segundo a agência de telecomunicações do país, a ETECSA. Embora quase 6 milhões de cubanos possuam celulares, nem todos podiam arcar com os custos dos pacotes de acesso à internet móvel.

Entretanto, em um comunicado emitido terça-feira (4), a ETECSA anunciou pacotes de dados por preços um pouco mais acessíveis. Nos planos com validade de 30 dias, 600 MB custam cerca de US$ 7 e 4 GB saem por cerca de US$ 30. Sem pacotes de dados, cada 100 MB custam cerca de US$ 10. As tarifas ainda são pesadas para os cubanos, que recebem salários médios de US$ 30 por mês.

A exclusão digital em Cuba chegou a esse ponto por múltiplos fatores. O longo embargo comercial dos EUA dificultou que o Governo tivesse acesso à infraestrutura necessária para oferecer conexão aos seus cidadãos. Até 2013, só havia internet disponível nos hotéis turísticos. Nos anos seguintes, o Governo tornou a inclusão digital uma prioridade e se esforçou para introduzir cibercafés e pontos de acesso Wi-Fi externos. A conexão só começou a chegar às residências cubanas recentemente, mas ainda não há adesão significativa.

Tania Velázquez, vice-presidente da ETECSA, explicou que, com intuito de evitar o congestionamento de tráfego de dados que acometeu o teste de internet móvel feito em agosto, a empresa lançará o serviço aos poucos, durante vários dias. Ela adicionou que o acesso aos aplicativos do Governo, assim como ao Ecured, uma enciclopédia local, teriam custos diferenciados, mais econômicos.

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