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Há poucos anos havia uma oferta considerável de “gerenciadores de memória RAM”, utilizando técnicas bastante criativas. Monitoravam o consumo em tempo real, comprimiam memória, fechavam programas em segundo plano, congelavam, isso para mencionar apenas alguns exemplos. Será que esses programas ainda são úteis como eram há 10 anos? É isso que vamos aprender neste artigo.

Superdimensionamento

Recomendações sobre a quantidade de memória RAM variam conforme o uso. Máquinas com 8 GB são perfeitamente capazes de oferecer uma boa experiência, mas talvez seja necessário um pouco mais para finalidades específicas. Alguns games recomendam pelo menos 16 GB. Outros recomendam 32 GB para aplicações profissionais, como programas CAD e editores de vídeo.Superdimencionar uma máquina é desperdício, adquirindo RAM que não será utilizada. 

Parece muito? Não seria mais fácil gerenciar a memória existente? A verdade é que os sistemas operacionais atuais são muito mais “espertos” do que antes no gerenciamento de memória. Isso aliado com a maior disponibilidade de memória em praticamente qualquer máquina atual tornou os programas “especialistas em gerenciamento de memória” supérfluos. Isso para não dizer contraprodutivos.

Segundo plano

O sistema operacional, seja uma distro Linux, macOS ou Windows, “sabem” quanta memória há disponível. Se há memória disponível, ela será utilizada, adequando o uso em tempo real. Se é necessário utilizar mais memória do que há disponível, ele usa a memória virtual, também conhecida como SWAP. Basicamente, transfere o que está na memória para o disco (ou SSD) para abrir espaço para outra aplicação.Qualquer sistema operacional roda uma boa quantidade de programas em segundo plano, gerenciando-os da melhor forma possível.

Essa troca implica uma perda de desempenho, naturalmente, mesmo que o disco em questão seja um SSD poderoso. Isso em um cenário onde você precisa de mais RAM do que há disponível, o que pode acontecer com 4 GB ou 64 GB. Mas não valeria a pena instalar um “gerenciador de memória”? Não, pois ele consumirá processamento para tentar liberar memória para a aplicação corrente. A experiência geral não melhora, já eles não são capazes de aproveitar mais recursos do que a máquina realmente possui.

Ou seja, por mais que os gerenciadores prometam gerenciar a RAM melhor do que o sistema operacional, o resultado é inócuo. Mesmo porque, se uma máquina está usando uma grande quantidade de RAM, isso não é algo ruim. Pelo contrário: o sistema está aproveitando todos os recursos disponíveis. Pouco adianta usar um gerenciador para diminuir o uso da RAM sem motivo (diminuindo, digamos, o uso de 65% para 40%).Com quase 76% de uso a máquina continua rápida e responsiva. O sistema utiliza o necessário para a melhor experiência de uso, aproveitando toda a RAM que estiver disponível.

Na verdade isso diminuirá o desempenho, no fim das contas. Se a máquina está “pedindo” mais RAM do que há disponível, nenhum gerenciador resolverá esse problema. A solução é mesmo fazer um upgrade.

O que fazer?

Como dissemos, não podemos esperar mais da máquina do que ela é capaz de oferecer. Não adianta economizar em um notebook de baixo custo e esperar que ele edite vídeos em 4K. Da mesma forma, não há “técnica” que resolva a falta de memória RAM. Mas é possível fazer algumas coisas.

Em primeiro lugar, é importante ver quais programas estão na inicialização. Como são carregados junto com o sistema, eles ficam abertos, mesmo que em segundo plano, e consomem RAM (e tempo de CPU). Se não são necessários, remover alguns deles evita o desperdício de recursos em programas que você nem lembra que estão abertos. Ter 3 ou 4 programas essenciais não chega a ser um problema, mas esse número aumenta rapidamente conforme utilizamos o PC no dia a dia.Assim como Linux e o MacOS, o Windows também conta com diversos programas em segundo plano. É importante dar uma olhada neles, além de remover os que iniciam junto com o sistema que estão "sobrando". 

Outro ponto é adequar os softwares à capacidade da máquina. Se você tem um computador muito básico, é importante não apenas desinstalar os programas mais pesados, como também usar programas mais leves. É importante checar se há malwares consumindo processamento e RAM, algo mais comum do que parece.

Se nada resolver, é hora de fazer um upgrade ou usar um sistema mais básico. Há um sem número de distros Linux especializadas em “ressuscitar” máquinas antigas, ou mais básicas. É o caso do Puppy Linux, por exemplo, que roda mesmo nas máquinas mais básicas (aliás, roda “bem” com apenas 1 GB de RAM em uma máquina antiga nossa).

Com informações: MakeUseOf, Microsoft

(Ler na fonte)


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