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O YouTube vem chamando a atenção de políticos dos EUA, interessados em suas práticas de proteção de direitos autorais. Membros do congresso norte-americano vêm analisando como a plataforma de streaming de vídeos está combatendo uma prática chamada stream ripping, uma técnica que converte URL de vídeos em arquivos de áudio MP3, que podem ser baixados e armazenados em outros dispositivos.

O deputado republicado Jerrold Nadler (NY), presidente do Coomitê Judiciário do Congresso, entrou em contato com o Google na semana passada para saber mais sobre as ações do YouTube em curso, devido ao seu interesse de longa data em reprimir a pirataria. Uma fonte da indústria informou ao site Cnet que as organizações de proteção ao conteúdo fora dos EUA têm trabalhado para verificar se o YouTube tem implementado novas medidas para bloquear o stream ripping.

O YouTube se recusou a comentar se fora contatado pelo gabinete de Nadler, mas confirmou que aumentou o número de bloqueios contra sites que praticam o stream ripping que, claro, violam seus termos de serviço.


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"Como parte de nossos esforços contínuos para aplicar os termos de serviço do YouTube, estamos constantemente fazendo melhorias. E uma das recentes mudanças resultou no bloqueio de alguns sites de stream ripping", afirmou o YouTube em um comunicado. "É nosso desejo ter uma ótima parceria com nossos licenciadores de conteúdo, já que nossos interesses estão alinhados em impedir downloads que violem nossos termos de serviço".

O escritório de Nadler, por sua vez, preferiu não se pronunciar.

Maior que Spotify e Apple Music juntos

A indústria da música há muito tempo reclama dos danos colaterais gerados pela enorme escala e influência do YouTube. A pirataria — que contorna a criptografia do YouTube para baixar músicas a partir de um streaming de vídeo — vem preocupando o setor a medida que vem crescendo e é uma das várias queixas que gravadoras, artistas e outros têm sobre a gigante de vídeos do Google.

Embora a prática não seja limitada ao YouTube, o serviço do Google é a maior fonte de música online da atualidade. A plataforma oferece mais horas de música do que o Spotify, a Apple Music e todos os outros serviços de streaming pagos combinados.

Mas, para a irritação de longa data do setor fonográfico, o YouTube gera uma fração da receita que os outros serviços de assinatura fazem. No ano passado, nos EUA, os serviços de assinatura paga trouxeram indústria fonográfica uma receita de US$ 4,66 bilhões. Já o YouTube, cujo faturamento é apoiado majoritariamente por anúncios, rendeu "apenas" US$ 760 milhões.

No entanto, o mesmo setor fonográfico que critica o YouTube, também aplaude seus últimos movimentos contra a pirataria.

"Embora ainda não saibamos quão eficazes são essas novas medidas, aplaudimos o YouTube por tomar medidas afirmativas no sentido de fechar a forma mais rápida de pirataria de música", disse Mitch Glazier, chefe da Associação da Indústria Fonográfica da América, em um comunicado. "O stream ripping é uma ameaça para artistas criativos, serviços de música licenciada e fãs, e desativá-la é uma das ferramentas mais eficazes para proteger serviços de streaming legítimos. É vital que todos na tecnologia e na música trabalhem juntos para parar com isso".

Na semana passada, o YouTube aumentou o bloqueio ao stream ripping. As novas medidas da plataforma contra a prática foram divulgadas anteriormente pelo site Torrent Freak, especializado na cobertura de temas envolvendo direitos autorais e compartilhamento de conteúdo.

As medidas de fiscalização mais recentes surgem medida que o escrutínio regulatório do Google e do YouTube atinge nova intensidade. A Federal Trade Commission (FCC) está investigando alegações de que o YouTube violou leis que protegem a privacidade de crianças. Além disso, o Departamento de Justiça está construindo um processo antitruste contra o Google. Por sua vez, o Congresso norteamericano vem convocando executivos da empresa para uma série de audiências, com perguntas sobre as práticas anticoncorrenciais.

A consulta de Nadler ao YouTube ocorreu dias antes de o Comitê Judiciário da Câmara interrogar o Google, questionando se a empresa é um monopólio em seu setor. Apple, Facebook e Amazon enfrentaram o mesmo tratamento.

Leia a matéria no Canaltech.

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