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Na última segunda-feira (9), a Privacy International (uma organização não-governamental britânica que monitora a vigilância e as invasões de privacidades individuais conduzidas por governos e empresas) divulgou uma investigação referente a apps usados para monitorar o ciclo menstrual das mulheres. Naturalmente, esses aplicativo coletam informações sobre saúde, vida sexual, humor e muito mais para poder dizer em que dia do mês a usuária está mais fértil ou a data da próxima menstruação. São informações muito íntimas, mas que, segundo a investigação, foram compartilhadas com o Facebook.

Acontece que vários apps transferem dados automaticamente para a rede social já no momento em que um usuário abre o aplicativo. Isso acontece porque essas soluções utilizam o SDK do Facebook e associam a conta do usuário no aplicativo com seu perfil no site de Mark Zuckerberg. E é justamente esse o caso de alguns dos aplicativos de monitoramento de ciclo menstrual.Aplicativos de menstruação compartilham dados com o Facebook, invadindo a privacidade dos usuários

"Começamos a olhar para aplicativos que percebemos serem populares em diferentes partes do mundo e decidimos analisar Maya, MIA, My Period Tracker, Ovulation Calculator, Period Tracker e Mi Calendario. O Period Tracker não parecia compartilhar nenhum dado com o Facebook. Os outros aplicativos que vimos, por outro lado, mostraram-se um pouco mais indiscretos", anunciou a ONG.


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A Privacy International apontou que o Maya e o MIA fizeram um compartilhamento extensivo de dados pessoais sensíveis com outras empresas, incluindo o Facebook. A organização entrou em contato com a Plackal Tech e obteve a seguinte resposta:

“Entendemos sua preocupação de que, além de fornecer o SDK de análise, o Facebook também seja uma rede social e uma rede de publicidade. Portanto, removemos o SDK principal do Facebook e o Analytics SDK. O Maya não compartilha nenhum dado de identificação pessoal ou médico com o SDK do Facebook".

Por outro lado, a Linchpin Health, empresa responsável pelo My Period Tracker, não respondeu. Já a desenvolvedora do MIA não quis que a resposta viesse imprensa.

Os testes da Privacy International foram feitos usando as versões dos aplicativos para o Android. A ONG orienta os usuários a fazerem pleno uso de todas as configurações de privacidade existentes, além de revisar regularmente as permissões concedidas a diferentes aplicativos.

Leia a matéria no Canaltech.

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