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A Apple pode arrecadar US$ 1,5 bilhão e se tornar uma das 10 maiores emissoras de cartão de crédito nos Estados Unidos até 2024 com o Apple Card. A previsão foi divulgada em uma nota para investidores por Nigel Fletcher, analista do banco HSBC.

O cartão tem um "grande mercado cativo em potencial", argumentou Fletcher. Estimativas apontam que 146 milhões de adultos possuem um iPhone nos Estados Unidos. Com isso, segundo o analista, as receitas da Apple podem atingir US$ 300 milhões no primeiro ano e até US$ 1,5 bilhão após cinco anos do lançamento da novidade.

Para viabilizar o cartão de crédito virtual, a Apple fez uma parceria com o banco Goldman Sachs. Se a divisão de receitas seguir o modelo 70/30, a instituição financeira poderia arrecadar até US$ 500 milhões no segundo ano do Apple Card – cerca de 3,9% do que o banco deve gerar como um todo em 2021.


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Fletcher ainda prevê que saldos pendentes no Apple Card poderiam ultrapassar US$ 50 bilhões em cinco anos, o que seria suficiente para tornar a Apple uma das 10 maiores emissoras de cartão de crédito dos Estados Unidos.

Apesar do otimismo, o analista está mantendo a classificação de "hold" nas ações da Apple e da Goldman Sachs. O termo significa manutenção. As outras duas classificações são buy (compra) e sell (venda).

Apple Card

A Apple anunciou o Apple Card no mês passado com a promessa de melhorar a experiência dos consumidores com um aplicativo de gestão financeira pessoal.

O serviço utilizará informações do Apple Maps para registrar onde uma compra foi realizada e inteligência artificial para traduzir os nomes fantasia de estabelecimentos comerciais. Assim, os usuários saberão exatamente onde gastaram seu dinheiro. O recurso não é comum entre as emissoras de cartão de crédito. As compras do consumidor também serão divididas por categoria, como alimentação e entretenimento.

A Apple também anunciou uma forma mais flexível para o pagamento do cartão de crédito. O usuário poderá decidir se quer quitar suas faturas semanal, quinzenal ou mensalmente – liberando o limite de crédito mais rápido.

Toda vez que um usuário realizar uma compra com o Apple Card, ele recebe 2% do valor da compra de volta. O sistema está sendo chamado pela Apple de Daily Cash, mas funciona da mesma forma que o cashback. Compras realizadas em lojas oficiais da empresa devolvem um percentual de 3% aos usuários, que poderão utilizar o dinheiro como preferirem.

A empresa adiantou que o cartão de crédito da Apple não cobrará taxas de utilização, nem para compras internacionais. Já suas taxas de juros prometem ser mais baixas do que a de cartões tradicionais. O processamento dos pagamentos será feito pela MasterCard.

O Apple Card funcionará integrado ao Apple Pay. Usuários poderão completar transações ao aproximar o smartphone da maquininha de cartão.

A Apple também disponibilizará aos usuários um cartão físico. A ideia é que ele possa ser utilizado em comércios locais que não aceitam o pagamento digital. As compras realizadas com o cartão físico receberão apenas 1% de Daily Cash.

O Apple Card chegará ao público no segundo trimestre de 2019.

Leia a matéria no Canaltech.

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