Após 2 anos e meio de recuperação, Oi volta a recomendações de corretoras


A Oi finalmente está saindo de sua crise financeira. A companhia, em 2016, lançou um plano de recuperação judicial para se levantar de dívidas na casa de R$ 65 bilhões, considerado o maior pedido da história do Brasil. Agora, a operadora voltou ser recomendada por analistas.

Segundo a Exame, Itaú BBA, Bradesco BBI e BTG Pactual estão na lista de corretoras que já voltaram a colocar o nome da Oi na lista de recomendações positivas. O motivo seria o aumento de capital na ordem de R$ 4 bilhões, como etapa final da reestruturação de dívida.

Liderados por Fred Mendes, análises apontaram a Oi em nota de recomendação de 5 de fevereiro. “Vemos uma taxa de recompensa assimétrica positiva após a conclusão do aumento de capital e a eleição de um governo focado em reformas”, escreveram ao colocar a operadora em recomendação neutra.

Já o BTG Pactual considera a Oi como “um call muito específico e mais arriscado”, mas ressalta que ela “deve voltar a aumentar capex” após esta etapa de reestruturação.

Segundo levantamento da Bloomberg também publicado pela Exame, atualmente a operadora conta com quatro recomendações de compra, uma de manutenção e três de vendas, considerados positivo para uma companhia com o maior pedido de recuperação judicial há dois anos e meio. O preço médio das ações é de R$ 1,90, com aumento de cerca de 34%, aponta o levantamento.

Caso

Em junho de 2016, a Oi anunciou dívidas de US$ 19 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 65 bilhões. O Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa Econômica Federal estão entre os maiores credores financeiros da Oi, sendo que a telecom deve a eles R$ 4,3 bilhões, R$ 3,3 bilhões e R$ 1,9 bilhão, respectivamente. Já o Bank of New York Mellon e o Citibank, que são gestores dos títulos internacionais da operadora, são credores de R$ 18,1 bilhões e R$ 15,7 bilhões.

Em setembro daquele mesmo ano, ela apresentou um plano para recuperação propondo que parte dos créditos fosse convertida em ações até um limite de R$ 32,3 bilhões com um prazo de 10 anos para pagar seus credores. Para isso, ela também passou a vender ativos como imóveis, empresas subsidiárias, operações de telefonia móvel e empresas abertas fora do Brasil. Além dos bancos, a telecom também contava com outros tipos de credores que, somados, chegavam a 55 mil.

A Oi também tem problemas de reestruturação por conta de leis que a forçam a manter redes de telefonia fixa obsoletas e impedem a venda de certos ativos, entre eles imóveis e equipamentos não usados mais. Atualmente, o Congresso discute um projeto de lei que pode reverter esses quesitos, o que resultaria em uma economia de cerca de R$ 880 milhões para a Oi, além de liberar tais ativos para venda.

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