Activision-Blizzard deve dispensar centenas de funcionários nesta semana


Os funcionários da Activision-Blizzard estão se preparando para grandes mudanças na publisher de jogos nesta terça-feira (12), já que a companhia deverá dispensar centenas de pessoas. A notícia já vinha circulando desde o final do ano passado, mas, até então, a empresa não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Na época que essa história surgiu, os empregados da Activision e da Blizzard estavam esperando que as demissões acontecessem efetivamente em fevereiro, e desde o início da semana passada os rumores ficaram mais fortes, sugerindo que a dispensa em massa aconteceria antes da divulgação do relatório fiscal trimestral da publisher, programada para 12 de fevereiro.

Desde então, os funcionários estiveram no escuro quanto a seus destinos dentro da empresa. Na última sexta-feira (8), a agência de notícias Bloomberg informou que as demissões ocorreriam nesta terça e que o número de demissões chegaria casa das centenas. Tudo isso depois de um ano bastante conturbado para a empresa.

Em 2018 a Acitivision-Blizzard cortou custos, com o chefe de operações Armin Zerza exigindo redução de gastos e produção de mais jogos, bem como expansões e remasterizações. Vale lembrar que o último jogo totalmente novo lançado pela Blizzard foi Overwatch, em 2016.

Histórico decadente

Com 2018 sendo um ano conturbado para a empresa, os funcionários foram aconselhados a reduzir seus gastos e há uma preocupação geral de que a Activision esteja influenciando as tomadas de decisões financeiras da Blizzard. Curiosamente, as duas entidades operam de forma independente, mas são lideradas pelo mesmo executivo: Bobby Kotick, cujo salário em 2017 foi de cerca de US$ 28,6 milhões.

Em outubro de 2018, o CEO da Blizzard, Mike Morhaime, deixou seu cargo para ser substituído por J. Allen Brack, e em dezembro, a Blizzard encerrou repentinamente o projeto de eSports para Heroes of the Storm, eliminando a equipe de desenvolvimento do dito jogo, considerado o menos bem-sucedido da companhia.

A expectativa é que as supostas demissões desta segunda e/ou terça-feira afetem, em sua grande maioria, os departamentos que não são de desenvolvimento de games, tais como distribuição, marketing e vendas. Porém, alguns cargos e funções podem cair nas mãos da Activision depois, o que reduziria a autonomia da Blizzard nos negócios.

A Activision também vem enfrentando dificuldades, já que a expansão Renegados, de Destiny 2 não atendeu s expectativas que a empresa tinha — e logo depois, em janeiro, a Bungie anunciou que seu contrato de desenvolvimento com a companhia havia terminado “mais cedoâ€, encerrando o já condenado relacionamento das duas marcas.

Com esse acontecimento, toda uma equipe exclusivamente contratada para trabalhar com Destiny — incluindo relações públicas, marketing, redes sociais, negócios, dentre outras funções — foi mandada embora. Segundo relatos de pessoas próximas da Activision, houve oportunidade para que alguns desses funcionários fossem realocados em outras equipes, mas as chances eram limitadas.

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