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Um estudo da Sociedade Nacional de Prevenção da Crueldade Contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) revelou que 55% dos casos de abuso infantil registrados no Reino Unido envolveram o Facebook ou alguma plataforma de propriedade da empresa. Os dados correspondem aos últimos 18 meses e mostram que as redes sociais, principalmente aquelas mais populares, estão se tornando acessórios para aliciamento e exploração de menores.

Segundo os dados da organização não governamental, obtidos a partir de informações das autoridades, dos 5.161 crimes registrados, 3.400 envolveram métodos de comunicação online. E, nesse total, o Facebook aparece com força, com 1.900 ocorrências envolvendo algum tipo de participação da plataforma ou aplicativos como Instagram, WhatsApp ou o Messenger.

Abaixo dos 55% registrados pelo Facebook e associados está o Snapchat, com 18% dos casos registrados e cerca de 340 ocorrências. O software, que antes levantava preocupação das autoridades com relação ao aliciamento de menores e abuso infantil, agora foi substituído nesse centro sombrio das atenções pelo Instagram, que teria triplicado em número de incidentes entre 2017 e 2018.

A NSPCC também aponta que a popularidade das redes sociais fez aumentar em 50% os casos de abuso sexual infantil, na mesma medida em que caíram drasticamente os incidentes ocorridos presencialmente. Nos 18 meses avaliados, foram apenas 100 ocorrências desse tipo registradas pelas autoridades do Reino Unido.

O crescimento nos casos vai contra leis passadas na região justamente em abril de 2017, data escolhida para início da coleta de dados. O governo do Reino Unido, nessa ocasião, criminalizou a comunicação sexual com menores de idade como similar ao aliciamento de crianças, mas isso não fez com que o número de casos caíssem.

Também aparece na listagem da NSPCC o TikTok, anteriormente conhecido como Musical.ly. Popular entre adolescentes, parece óbvio que ele se tornaria outro acessório para aliciamento de menores, mas, na pesquisa, o app consta com apenas 1% dos casos registrados pelas autoridades. Mensageiros e redes sociais, então, continuam no topo e representando perigo para crianças, principalmente.

Em resposta oficial imprensa, o Facebook disse que manter a segurança dos jovens é a prioridade da plataforma. A empresa disse ter normas em vigor que proíbem a exploração de menores e manter sistemas automatizados de moderação para evitar casos desse tipo, além de trabalhar junto a centros de apoio para evitar publicações e prestar suporte aos atingidos.

(Ler na fonte)


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